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terça-feira, 25 de agosto de 2009

SPAM no Skype

Já sabemos que hackers estão sempre buscando novas formas de espalhar seus programas. Daí que não me espanta os recentes problemas no Twitter e outros sites de relacionamento. Também não me espanta o que anda ocorrendo no Skype. Não me espanta, mas me irrita bastante!

Ao lado está uma cópia de meu Skype. Eu recebo diariamente ao menos 5 "convites" de contato, de usuários distintos e todos com URLs com propósito claro de executar download involuntário. Não tive tempo de testar-las mas não tenho dúvidas sobre o resultado final se eu as clicasse.

As primeiras reclamações e discussões datam do último trimestre de 2007. Infelizmente até agora nada foi feito de concreto. Em um contato com o suporte técnico do Skype, a recomendação é que eu desligasse a notificação de novos pedidos de contato. Como bem explicou o técnico de suporte "isso não eliminará o problema, você continuará a receber os convites de contatos, mas não aparecerá mais notificações". Dessa forma ao longo do mês os cerca de 100 convites fraudulentos que eu receberia iriam permanecer na minha tela, mas eu apenas não seria avisado. Sem comentários!

Um post de 19/08 no blog do Skype anuncia medidas que ainda serão anunciadas. Mas os comentários mostram também o nivel de irritação dos usuários. O post está em: http://share.skype.com/sites/en/2009/08/our_antispam_initiatives.html

Isso mostra como os desenvolvedores em geral estão despreparados para lidar com os problemas de spam e segurança. Para sistemas de relacionamento e IM/VOIP como o Skype isso pode ser fatal, já que os usuários podem simplesmente migrar para outro site ou software.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Vulnerabilidades e Ameças para Web e Phishing

O IBM X-Force, a equipe de pesquisa e inteligência em segurança da IBM Internet Security Systems, publicou neste mês o seu relatório de meio de ano, analisando as ameaças e vulnerabilidades do ano, além das tendências para o segundo semestre de 2008. Essa análise no meio do ano é uma ótima oportunidade para analisarmos a situação geral da segurança digital, comparar com a estratégia e ações adotadas e realizar desde já ajustes de rota. O relatório está disponível no endereço http://www-935.ibm.com/services/us/iss/xforce/midyearreport e vale a pena ser lido.

Boa parte do relatório está focado na análise de vulnerabilidades e ameaças para aplicações web. O primeiro dado importante é que ele confirma as tendências anunciadas no ano passado que indicavam o ambiente web – browser, plugins, aplicações – como o novo foco e alvo principal do crime digital, evidenciando que as empresas precisam acompanhar e ajustar o foco de sua estratégia, destinando recursos para a proteção de aplicações web. É fato que a maior parte das empresas ainda é lenta em acompanhar movimentações do crime digital, o que nesse tema se traduz em ainda privilegiar e direcionar a maior parte dos recursos de segurança para a proteção do sistema operacional.

Alguns dados no relatório chamam bastante atenção. Aplicações relacionadas a web respondem por 51% de todas as vulnerabilidades mapeadas desde 2006, e 54% das que foram reportadas este ano. Esse dado dá a dimensão do problema, porém outro é ainda mais preocupante: 94% dos exploits (os programas de ataque) foram lançados no mesmo dia da publicação da vulnerabilidade, o que significa pouquissimo tempo de reação para empresas que ainda adotam essa postura em sua estratégia de segurança.

O relatório também aborda spams e phishing, com uma visão atualizada, e mostra como funciona a dinâmica no mundo do crime digital. Nos últimos anos os fabricantes de sistemas anti-spam investiram para sofisticar as tecnologias de detecção, passando a detectar spam em mensagens contendo apenas imagens, textos complexos ou estruturas de HTML complexas. Esse investimento surtiu efeito e a eficácia das mensagens spam em passar pelos sistemas de detecção reduziu bastante. E o que o X-Force observou? A substituição dessas técnicas pela de mensagens URL inseridas em textos pequenos, e o uso de URLs com pequena duração, o que dificulta a detecção.

Uma mensagem phising que está obtendo bastante sucesso aqui no Brasil falsifica uma mensagem do UOL charges, simulando que a vítima está recebendo uma charge enviada por um amigo ou parente. Ao infectar o computador, o programa envia novas mensagens para toda a lista de contatos da vítima. A mensagem é bem escrita e parece ser real. Apenas uma análise atenta da URL contida na mensagem levanta suspeitas, porém um usuário sem conhecimentos de informática dificilmente irá perceber a fraude. Adicionalmente, poucos antivirus detectam o programa com sucesso, o que se é de esperar já que muitos grupos estão utilizando técnicas de mutação de código para enganá-los. Por outro lado, o vírus é facilmente eliminado do computador e não utiliza técnicas rootkit, que tornam o vírus invisível até mesmo de programas avançados de detecção. Os rootkits mais avançados chegam a exigir uma completa reinstalação do sistema operacional.

A mensagem para gerentes de segurança é: fique sempre alerta e não descanse sobre uma ameaça aparentemente vencida. Para isto, três atividades são essenciais: informação, monitoração e análise. Informação para acompanhar o que está ocorrendo no mundo e não ser pego de surpresa. Para isto as empresas contam com serviços gratuitos e pagos disponíveis para todos os orçamentos e perfis. No site da IBM é possível obter gratuitamente informações sobre o nível de risco atual, vulnerabilidades e ameaças. Pela monitoração a empresa pode detectar rapidamente uma tentativa ou inicio de invasão, e medir a eficiência de seus dispositivos de proteção. Porém, mas do que acompanhar eventos, pela monitoração se pode identificar tendências, o que serve para a análise dessas tendências de ataque a empresa em relação às tendências mundiais, e a definição de ações imediatas e médio prazo, além de prover insumos para o planejamento de longo prazo em segurança.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Novo Formato, Velhos Problemas

Os especialistas em golpes continuam tentando enganar suas vítimas com velhos golpes atualizados com novos formatos e novos apelos. É o caso do spam enviado convidando a vítima para assistir a um vídeo no YouTube. O resto é o de sempre: a pessoa clica no link do vídeo, que na verdade está hospedado em outro site e não no YouTube, aí aparece uma mensagem dizendo que o vídeo exige um player ou codec ainda não instalado (ou o Flash Player), o usuário aceita e baixa um trojan horse que irá se instalar e provavelmente assumir o controle do computador ou qualquer outra ação mal intencionada.

Há um variante para enganar usuários mais atentos: o vídeo realmente está no YouTube e é real. O golpe é que o vídeo faz propaganda para algum site - em um caso o site era um cassino virtual - que invade a máquina do usuário quando visitado.